No meu canal do You Tube, Rádio Palavra, eu li os três poemas iniciais do
livro Casa das Máquinas que compõe a antologia poética de Alexandre
Guarnieri intitulada Arsênico e Querosene. Os poemas se intitulam respectivamente
"Componente Zero", "Interruptor" e "1/Uma
lâmpada".
Gosto muito da poesia de
Guarnieri porque, a meu ver, ele sempre coteja o mecanismos, as máquinas, os
instrumentos, as coisas que rodeiam as pessoas: e são as coisas que produzimos
que nos dão sentido. A técnica, a mecânica, a física são elementos que no
humano, o humanizam (e/ou deveriam humanizá-lo).
Razão e sensibilidade dançam na
poesia de Alexandre Guarnieri, mas não na chave do romantismo, do idealismo: a
poesia é técnica, mas é a técnica que, suja de graxa, nos estilinga até o
cosmo, até que nos engravidemos de antigravidade. Telúrico e celestial,
intuitivo e sofisticado, formal e iconoclasta... Venenoso e inflamável como
Arsênico e Querosene.
Leiam Guarnieri, Arsênico e
Querosene pela Kotter Editorial.
Viva a poesia!
Só ela nos Saravá!!!
Amém!
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Obs: A música ao fundo da leitura
do poema é de composição própria e foi especialmente composta para o poema.
Acho que estou começando a gostar dessa experiência: música para poema, música
que lêem poemas. (Isso ainda me dará um disco, um livro... ou os dois...rs)
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