sexta-feira, 28 de maio de 2021

NaziBrazismo


Hoje, maio de 2021, o jornal NY TIMES noticia o plano genocida de bolsonaro. Sim, o Brasil já tem um nazi-fascismo prá chamar de seu: trata-se de uma grande operação logística de desmonte e pilhagem que transforma o país num campo de concentração a céu aberto.

O país tem seu próprio holocausto.

Mais que isso: o brazil se tornou seu próprio holocausto.

Nunca houve fascismo sem a força do rádio. Nunca houve nazismo sem as indústrias do rádio e do cinema. Com o bolsonarismo não é diferente: há a construção de uma realidade paralela, um Brasil Paralelo, em que a "verdade" circula em canais de You Tube, páginas robotizadas do Facebook e, principalmente, via correntes de Whatsapp.

Mistura de "The Matrix" com "1984", nosso nazi-fascismo bolsonarista é uma sofisticada e ágil rede de (des)informação à serviço de interesses do capital especulativo (em geral) estrangeiro.

Há aqui a ressignificação da prática da eugenia nazista: o clã dos bolsonaro sabe que setores mais endinheirados da classe média juntamente com as classes mais abastadas vão dar seu jeito de ter acesso a tratamentos e cuidados mais eficientes... Bolsonaro sabe que o acesso aos tratamentos de maior qualidade é "diferenciado". 

Ele sabe que o modelo brasileiro obedece rigorosamente a fórmula do primeiro caso noticiado de contágio do coronavírus no Brasil: a patrôa rica traz o corona da Europa, mas quem morre é a empregada doméstica (mulher, negra).

Bolsonaro e seu nazismo têm claro o significado da seleção eugênica que executam e eu, particularmente, não tenho nenhum receio nenhum de fazer essa afirmação. Assumindo o plano "Brasil não pode parar" ele (e todos os seus asseclas) se responsabilizam pela mortandade de grupos populacionais que são, certamente, os mais vulneráveis: mulheres, pretos e pretas, indígenas, quilombolas e trabalhadores menos qualificados (exilados numa sociedade de consumo com seus ganhos precários/informalidade).

Não podemos nos esquecer do impressionante estudo realizado pela Professora Deisy Ventura (Professora da Faculdade de Saúde Pública da USP e doutora pela Universidade de Paris 1, Panthéon-Sorbonne): que conclui sobre a efetiva “estratégia institucional de propagação do coronavírus” impetrada ao Brasil pelo governo de jair messias bolsonaro. 

Estou sem tempo de ler Adorno (o filósofo alemão), é uma pena... O livro dele está aqui do lado e eu queria lê-lo para tentar entender como podem as pessoas olharem o nazismo nos olhos e não verem que ele existe. É Adorno em "Estudos sobre a personalidade autoritária" que executa um dos mais célebres estudos sobre como isso é possível: o desfile do ódio sistemático pelas ruas em plena luz sol... Ou talvez seja a "cegueira branca" de que nos fala Saramago no "Ensaio sobre a Cegueira"... não sei... Sei que eu queria entender, mas sou muito menor que a loucura do brazil. 

Nem precisava do estudo da professora Ventura: NUNCA, em nenhum momento, bolsonaro se colocou contra a propagação do coronavírus no país. Ele NUNCA agiu para incentivar máscara, isolamento social, vacina, renda aos mais necessitadas, auxílio à pequenos e médios empresários...

ELE NUNCA se posicionou a favor da vida

ELE NUNCA se posicionou a favor da saúde

ELE NUNCA se posicionou a favor da luta contra a desigualdade

ELE NUNCA se posicionou a favor da luta contra a fome

ELE NUNCA se posicionou a favor da educação

ELE NUNCA se posicionou a favor da liberdade de imprensa

ELE NUNCA se posicionou a favor da democracia

ELE NUNCA se posicionou a favor do bem estar da sociedade

ELE NUNCA se posicionou a favor dos direitos humanos

ELE NUNCA se posicionou a favor da República 

Basicamente,

ELE, NUNCA!

(... e a gente avisou...)


Ele sempre foi a favor da morte.

Bolsonaro é (e sempre foi) o nosso nazismo.

O Brasil finalmente vive o seu holocausto.

 

Se protejam!

Sobrevivam!

 

Abraços,

Fábio

 

Abaixo, algumas fontes para reflexão e comprovação daquilo de que trato aqui:                                               

New York Times: Plano de supervilão de Bolsonaro no Brasil

https://www.nytimes.com/es/2021/05/28/espanol/opinion/bolsonaro-covid-brasil.html 

Currículo Lattes da Professora Deisy Ventura:

http://lattes.cnpq.br/4248765154816650

El País: Pesquisa revela que Bolsonaro executou uma “estratégia institucional de propagação do coronavírus”

https://brasil.elpais.com/brasil/2021-01-21/pesquisa-revela-que-bolsonaro-executou-uma-estrategia-institucional-de-propagacao-do-virus.html

Rede Brasil Atual: Deisy Ventura: ‘Tragédia da covid no Brasil é resultado de estratégia intencional do governo Bolsonaro’

https://www.redebrasilatual.com.br/saude-e-ciencia/2021/03/deisy-ventura-tragedia-da-covid-no-brasil-e-resultado-de-estrategia-intencional-do-governo-bolsonaro/

G1 – Fantástico: 'Uma pessoa muito batalhadora', diz sobrinho de empregada doméstica que morreu de coronavírus

https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2020/03/22/uma-pessoa-muito-batalhadora-diz-sobrinho-de-empregada-domestica-que-morreu-de-coronavirus.ghtml

.

.

.

.

#ForaBolonaroGenocida #forabolsonarogenicida #ForaBolsonaroeSuaQuadrilha #ForaBolsonaroUrgente #ForaSalles #ForaSallesEcocida #VacinaJá #CPIdaCovid #CPIdaPandemia

terça-feira, 18 de maio de 2021

Por um Antidesbrazil



Há um projeto em andamento (fase final já) de destruição total e recolonização do brazil pelo capital estrangeiro.

(O interessante é que nunca deixamos de ser totalmente colônia, mas vá lá...)

Quando denunciávamos o golpe contra Dilma e quando apontávamos a continuidade desse golpe com a prisão criminosa de Lula e a subsequente eleição de bolsonaro, é sobre isso que falávamos.

Há uma mentira fascista que paira há tempo por aqui sob as vestes do discurso liberal: "É preciso cortar gastos, enxugar o estado"...

Ora, ora... como enxugar o estado que não consegue nem levar 100% de saneamento básico à sua população? Nosso maior patrimônio é o povo brasileiro, sua força, sua cultura...

O Estado não gasta com seu povo, ele investe, ele semeia futuro com infraestrutura, educação, trabalho, justiça social, inclusão. Essa “política de austeridade” só interessa aos donos do grande capital rentista (cassino financeiro / paraíso fiscal) 

O projeto necropolítico de bolsonaro, pregando armas ao invés de vacina, destruição do meio ambiente ao invés de preservação e de respeito aos povos originários, os discursos de violência, o enaltecimento da tortura e da morte sempre foram o lado militar/miliciano dessa política liberal de Paulo Guedes (o príncipe da Faria Lima) que, aliás, foi criado pelo puro leite fascista de Pinochet.

Sim, a gente já sabia de disso tudo. Era só estudar um pouquinho de história brasileira e da América Latina. Não é porque professores, intelectuais, poetas são superiores... Mas porque somos o tipo de gente que sempre quis saber disso (ao invés de perder tempo com a propaganda cretina das pirâmides engana-trouxas no mercado financeiro, as betinas, os empíricus e quetais).

A gente sempre soube que gente decente investe em gente, em formação de gente. E sempre soubemos que quem quer "matar", "fuzilar" ou mandar gente "prá ponta da praia" só poderia proporcionar mais sofrimento e colonização para nosso país.

Claro, não previmos o coronavírus. Mas a pandemia apenas deu mais eficiência aos efeitos de uma política colonizatória e necropolítica.

Perdoar quem apostou neste projeto?

Não se trata de perdoar. Se trata de acreditar que só é possível existir uma nação quando as pessoas daqui tomarem consciência de que é investindo em gente que se cria um país. Quando acabar com esse papo cretino de "teto de gastos", "diminuir o estado", "reformas para enxugar o estado"...

Quem sou eu (ou nós) para crermos que alguém quer nosso perdão? O que precisa é mudança e ação.

Autocrítica não se exige. O povo, a classe média, nossa direita canalha que chore no chuveiro e se vire com seus fantasmas... Mostra na próxima eleição e vota num professor, num líder de movimento social, numa mina feminista, sem medo de ser feliz... sem esse papinho de "escolha difícil".

Acho que isso vai acontecer? Não. Não acredito.

Acho que o brazil resolveu cavar sua cova e, pelo que conheço da cultura da desfaçatez de nossas elites e de nossa classe média, essa autodestruição não vai acabar agora... (Acho que só vai mudar de rosto).

Ah... claro... elite canalha, classe média podre e uma galera do povão que pensa que é (ou ainda conseguirá ser) classe média, né?....rs.

....

Sei que alguns não gostaram de minha opinião quando incentivei que as pessoas que pudessem sair do país, assim o fizessem. Eu mesmo não pretendo sair daqui (expatriação é uma ideia que dói demais prá mim...)

Mas acho sim que os mais jovens que estão começando suas carreiras acadêmicas devem colocar essa hipótese na balança: sair daqui rumo a um país que valorize a ciência e o conhecimento  pode ser fundamental para a formação do pesquisador e, de quebra, poderia auxiliar numa futura reconstrução do país, futuramente. De fora seria possível articular forças, conhecimentos e instituições que alavancariam mudanças sensíveis por aqui.

Sair do brazil é necessário. Penso que hoje muitos saímos do brazil, mesmo morando dentro dele. Meu sorriso pelas manhãs é esse sorriso: de quem saiu mesmo morando dentro.

A questão maior é o brazil que não sai da gente.

Talvez só saindo do brazil

(mesmo de dentro do brazil)

para que dentro da gente,

possa o Brasil nascer.

(Mania de ter esperança... essa metadoença que não me larga)

...mas por hora, só há mesmo destruição 

...e me desculpem: otimismo, só prá daqui uns 25 anos 

(pelo menos).

Abraços, 

F.

_______________________________________________________

P.S.: Esta reflexão dialoga com a seguinte notícia:

"Com orçamento 21% menor, UFSCar avalia suspender atividade" 

(Jornal Primeira Página 16/05/2021)